abstido de sentimentos:
absinto.
fim
19 setembro 2008
05 setembro 2008
rocha
com todos os poros fechados
minha respiração presa de medo
com as linhas da face apertadas
meu encanto de horizonte nublado
sem idéias de quereres
minha embriaguez de angústias
sem teimosia de olhar
meu ajoelhar entre céticas realidades
talvez palavras lentas de ser
minha brava paralisia em sentir
talvez corpo trêmulo de saudades
meu rumo torpe de encontrar
seguro sua mão indiferente
penduro todas as minhas virtudes
e espero,
tolo,
mais histórias de você
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24 abril 2008
assim
muda de
sorrisos
neste lago
de sons e cheiros
reflexo de saudade
pulso de
liberdade
neste lugar
de alma opaca
brilho de supernova
limite de
extremos
neste peito
de balanço fraco
paralisia de vida
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11:36
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28 fevereiro 2008
4:44 pm
mesmo caminho
todos segundos
seu nome
presente lembrança
naquele filme
reprise sentida
amores diários
futuros sonhados
mesmo caminho
presente lembrança
reprise sentida
futuros passados.
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14:09
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28 janeiro 2008
4:44 am
num
alvorecer de bocas
quero sua carne
faminto
e à primeira luz
não me sentir
podre
não mais.
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18:52
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07 janeiro 2008
tempo
sonho não era
.
vivi tal
utopia
daquelas horas
!
voltei
no tempo
e
quis
mudar
coisas!
ânsia
de
ser
arauto
do porvir
,
consertá-lo
de alguma
maneira
...
qualquer jeito
que
não
me
fizesse
acordar
de
novo
fecho
olhos
e
volto
ao real
:
assim
,
fechado
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24 dezembro 2007
natal
filme em
branco e cor
brilho em
bola e dor
agua nos olhos
e boca.
natal. enfim.
natal.
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13:56
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papai
me paralisei no tempo
para guardar
o natal das crianças
meu oásis no meu
deserto adulto
feliz natal,
vocês!
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13:52
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07 novembro 2007
casamento
Não é que
esta relação no
ataúde
esteja velada por
dois
Mas
nestes novos,
primitivos acordos
o melhor que
pude
não tem de mim a
essência
Talvez seja assim
nos egoístas horizontes
dos quais nunca
mude
sempre leve e íntegro
enamorado
por mim.
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14:30
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09 outubro 2007
503
madrugada
após o som
da campainha
almas
encaixe perfeito
ali
no que parecia sonho
no que parecia vida
minha entrega ao amanhecer
sem saber se acordei de tudo isto
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06:40
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04 setembro 2007
08 agosto 2007
ana 32
na casa ou no apartamento
imagens de intenções
textos de traduções
em trinta e duas anas... onde está você?
ainda não tem visto nesta terra estranha?
mas todos estamos refugiados!
bem-vinda.
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16:30
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novamente
e como, como devemos esperar tudo, tudo da vida!
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10:54
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maresia
a forma
tipo de proa
apontando para um horizonte íntimo
meu tato
desce
por aquele tombadilho rangido e úmido
tremia em todo
e em um
prazer quente
na vela repleta
da nave desejo
distanciando-se comigo de qualquer
carência de vida
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10:39
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31 julho 2007
26 julho 2007
consciência
a minha certeza é autoritária
sou nada além de servo dela
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11:50
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23 julho 2007
fechadura
sei me esconder muito bem
também sei me mostrar muito bem
mas nunca sei quem é esse blefe no espelho
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13:28
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20 julho 2007
real
foi ontem.
guardei você como nunca foi.
pra sempre.
vai ser assim:
a espera que você seja.
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08:42
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10 julho 2007
recosto
dei o seu ombro
o alento de outro
falta sua quentura
minha história escondida
o tempo é raso
para entender-me de você
buscar-me no seu passado
no descanso de seu ombro
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23:20
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09 julho 2007
amós
"as pedras... riem de nós"
elas sabem o que é eternidade.
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viajante
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08:03
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